2.3.07

À Inocência

Bem, estou realmente enferrujado, 10 sílabas... antigamente me parecia um espaço tão maior... Bem, que o tempo me traga essa noção infantil de espaço novamente... espero que gostem.

Soneto para a inocência

Cresci quando descobri que meus sonhos
Eram quase todos pequenos demais
Que as estrelas no céu não são furos
E ninguém mordeu a lua jamais

Que meus pais não ajudam todo ano
Nem o coelhinho ou papai-noel.
Na verdade, a duração de um sonho
É menor que a de um barco de papel

E só amadureci quando descobri
Que são minhas melhores memórias
Imaginar quem é que furou ali,

Culpar minha irmã pela mordida,
E esperar até no sono cair
Acordando com cheiro de magia.


Pelo menos eu vou enfeitar bastante o mundo de meu filho... acho que é cada vez mais necessário um pouco de fantasia e magia, pelo menos até que ele mesmo possa descobrir esse mundo com seus próprios olhos... ;)

2 comentários:

  1. Um poema sem reticências! Só percebi quando acabei...

    E nem tinha pensado que condiz com o título novo do blog... XD

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  2. Fui eu quem mordi a lua =P

    Mas não conta pro nosso filho! Ele deve descobrir sozinho =)

    Lindo soneto... Suas palavras são lindas, refletem o seu coração =)

    Te amo!

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